FORMA DE APRESENTAÇÃO DAS ENTIDADES DE UMBANDA

Este assunto é muito controverso e que causa muita polêmica dentre os Umbandistas e seus seguidores, este é um dos assuntos inclusive que me levaram a escrever um Livro sobre a Verdadeira Umbanda.

Sei que este tema gerará muitos comentários e provavelmente críticas, porém vou tratar do assunto na forma que vejo e entendo nestes meus 43 anos como Umbandista, claro que sempre embado nos Fundamentos de Umbanda.

O grande equívoco a meu ver se dá devido a pessoas mau embasadas que assumem cargos de comando na Umbanda e acabam por deturpar alguns dos fundamentos e preceitos, claro que também há de se ter cuidado com o fanatismo e com falsas descrições de entidades.

E muito importante que quem orienta e comanda os médiuns dentro de um espaço espiritual, saiba entender e interpretar as manifestações das entidades e sua apresentação, bem como que um Médium saiba interpretar a forma de apresentação das entidades de Umbanda.

Há quem diga ver Xangô Mongol, Ogum Japonês, Oxóssi Tibetano, Exus como Romanos empunhando espadas de fogo e até Extraterrestres se apresentando nas giras.

A Umbanda é uma Lei e é regida por princípios e regras de harmonia que não podem ser de forma alguma mudadas a sorte; não se pode mudar ou inventar características às entidades que não sejam a delas próprias.

Cada entidade se apresenta na Umbanda sob forma e característica por ela escolhida e dela se orgulham e fazem questão de demonstra-la pois é sua identidade.

Podem sim apresentar alteração em sua expressão, de acordo com as vibrações energéticas que estejam atuantes naquele momento especifico ou de acordo com as necessidades, assim como nós alteramos nossa expressão quando estamos preocupados, felizes, etc..

Mas o Exu, sempre se apresentará como um Exu, um Baiano como um Baiano, um Preto Velho como Preto Velho e assim acontecera com os Caboclos, Crianças, e demais entidades de Umbanda.

Outro erro é ver Orixá; Orixás não possuem forma identificável, são vibrações energéticas divinas, sua expressividade e apresentação para com os viventes deste planeta se dá através das entidades e somente através das entidades.

A roupagem, forma física, forma de falar, ferramentas e utensílios utilizados pela entidade em sua apresentação, nada mais são para eles que meras alegorias, uma forma utilizada pelas entidades; para que nos humanos possamos entende-los e com eles nos comunicarmos, dada nossas limitações físicas e psíquicas como seres encarnados.

Uma entidade que se apresente sob forma dissimulada que não sob sua expressão natural, não é entidade de luz é Egum ou Zombeteiro, vindos de planos escuros, inferiores e de pouquíssima evolução, e com certeza não estará lá para orientar ou ensinar, mas sim para zombar, atrapalhar, se aproveitar e “vampirizar”, se alimentando de toda a negatividade e sugando as energias do humanos

O Espírito, não apresenta forma, a sua verdadeira “forma” é sua essência. Que se expressa através de sua consciência, do livre arbítrio, em prol da alma.

Devemos entender que independente da forma como se apresenta o espirito não tem Pátria ou origem definida por divisões regionais, culturais ou de ideal o espirito é Universal e sua forma também o é.

A forma que vemos o espirito nada mais é que a forma de sua alma, moldada por suas várias encarnações em diferentes regiões e características psíquicas; este conjunto forma sua personalidade moral e mental, que influi em seu corpo astral que para nós é a “forma”.

Ao evoluir espiritualmente o espirito se purifica a medida que eleva sua evolução, as características físicas guardadas de sua última encarnação, são pouco a pouco anuladas até que estando pura retornará à sua “forma etérea” sem que nada mais reste em sua “forma” que o identifique à forma humana.

É por este motivo, por existirem poucos espíritos que já conseguiram se elevar a este grau de pureza e que existe uma infinidade de “formas” astrais feias, baixas, de aspectos brutais, que nada mais são na verdade de que a expressão da pouca evolução espiritual de seus ocupantes espirituais.

As formas que nos revelam um Carma limpo, ou seja, da alma mais purificada; são as chamadas a cumprir o resto de sua missão na Lei de Umbanda, e conforme seus conhecimentos e afinidades, são ordenados em uma das linhas vibracionais dos Orixás.

Agora se alguém quer buscar a confirmação, poderá fazê-lo de uma forma prática e muito simples.

Escolha um cavalo (Médium), inconsciente de preferência para que não haja interferências; e não reste qualquer dúvida; escolha qualquer dos falangeiros que através dele trabalhe, que seja falangeiro de Oxalá, Ogum, Iemanjá, Xangô, não importa.

Pergunte a entidade que escolher no momento que estiver incorporada, se ele é Paulista, Carioca, Mineiro, a qual Estado ou Pátria achar mais conveniente.

Com absoluta certeza afirmo que a resposta será: sou entidade de tal linha, falangeiro de tal Orixá, firmado na corrente tal.

Assim é fácil entender agora o quão é importante entendermos a forma como uma entidade se apresenta; e principalmente compreender que a forma com a qual a entidade se apresenta a nós está ligada ás expressão da linha que atuam, caracterizada de forma amigável e a nós entendível.

“VIVA CADA DIA MELHOR”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *