Espiritualidade – Histórias de Oxalá.

Como hoje é sexta feira atendendo a alguns pedidos de nossos leitores, tratando do tema da espiritualidade; e afim de expandir nosso conhecimento; vamos falar um pouco sobre Oxalá, Orixá da Umbanda, cujas vibrações regem e predominam na sexta feira.

Podemos considerar duas origens para a palavra Oxalá:

Oxalá pode ser considerada a junção de duas palavras que são homônimas na língua portuguesa, do árabe vem a expressão “in sha’ allh”, que em nossa língua representa “se Deus quiser”, palavra muito utilizada quando desejamos com boa fé que uma coisa aconteça, também pode ser entendido como a expressão “queira Deus”, que apesar da pronuncia não deve ser confundindo com o Orixá, cuja forma deriva do iorubá, ou nagô, que constitui um dos maiores grupos linguísticos étinicos da Africa Ocidental e Nigeria; Òrìsànlá, nome de um dos orixás também conhecido como Obatalá.

Também com raízes no idioma africana; o nome Oxalá, originalmente Òsalá vem da fusão de osá que significa suave com alá, uma espécie de pano branco estendido.

Òsalá, representa aquele que separou o plano espiritual do material, para os iorubas, no simbolismo da palavra; Oxalá representa um imenso manto branco, que envolve o mundo.

No sincretismo pelo entendimento dos jesuítas na época da escravidão, e que no seu entendimento cada nação utilizava nomes diferentes a uma mesma divindade, Oxalá, Orixalá, Orixaguinã, Gunocô ou Obatalá, o orixá associado à criação do mundo e da espécie humana que se apresenta de várias maneiras, sendo suas duas principais qualidades; a “forma jovem”, na qual que Oxalá é chamado de Oxaguiã e cujos símbolos são uma idá, espécie de espada, o pilão de metal branco e o escudo.

Já em sua forma idosa, Oxalá é tido como Oxalufã e seu símbolo é um cajado de metal chamado, que contém todo os símbolos da criação o opaxorô.

Para os Iorubás, Oxalá detém o mais alto poder espiritual a que os homens podem apelar, pois age em todas as esferas das atividades humanas por intermédio dos seus filhos, os outros Orixás.

Na Umbanda Oxalá esta sincretizado sob a imagem de Jesus Cristo, porém não se deve entender sincretismo com identidade, Oxalá Orixá; não é Jesus Cristo.

Na Umbanda Oxalá se veste de Branco, energia que absorve todas as outras, assim expressa a base da criação e as infinitas possibilidade e oportunidades.

A vibração de Oxalá seria tida como a fonte inspiradora dos artistas, cirurgiões, arquitetos e escritores, considerado o senhor da inteligência, aquele que ora, vigia e organiza, senhor da paz, de todos os começos e realizações.

Há muitas lendas que envolvem a “historia” de Oxalá, em sua maioria a “rivalidade” entre Oxalá é Exú também Orixá.

O Mito da Criação vindo da cultura Nagô em culto aos Orixás, que se refere a origem do mundo e das coisas entre muitos outros; “Olorum”, O Criador; que se associa a Deus; pegou de si, a essência criadora e criou Oxalá, o incumbindo da criação do mundo, Oxalá assim sai do Orum, o céu segue para o Ayê, a terra, levando consigo um saco a ele dado por seu Pai Olorum, o saco da criação, dentro do qual Olorum teria depositado tudo que seria necessário para que o mundo fosse criado.

 

Ao sair Oxalá se esqueceu de oferendar Exú que já estaria por lá.

Contrariado, Exú, o senhor da magia, fez Oxalá sentir uma sede insaciável. Ao chegar ao Ayê (terra), Oxalá encontra uma árvore de palmeira convenientemente ali colocada por Exú, nota que no tronco da árvore existia um líquido que poderia matar sua sede. Oxalá pega seu cajado o Opáxôrô fura a palmeira e com muita sede bebe o líquido, sem perceber que na verdade aquele líquido era Vinho de Palma, lá colocado por Exú e acaba por cair embriagado ao lado da palmeira com o saco da criação em suas mãos.

Exú com sua artimanha, e pega o saco da criação de Oxalá, chama Odudúa, irmão de Oxalá, entrega a ele o saco da criação e diz que já que Oxalá havia dormido que ele fizesse aquilo que era a tarefa de Oxalá e a qual ele queria tanto que fosse sua.

Oxalá ao acordar percebe que o mundo já está criado, vai até Olorum pergunta ao Pai o que aconteceu, Olorum diz Oxalá que não se preocupe e lhe incumbi a tarefa de modelar e criar os homens e as mulheres a partir do barro.

Assim Oxalá, se estabeleceu no mundo; em sua casa, havia um forno que Oxalá após modelar o homem e a mulher a partir do Barro, os coloca para aquecer e criar os homens, porém ao tira-los do forno, percebe que eles não tinham vida.

Oxalá recorre a Olorum e diz que seu empenho na criação de nada havia adiantado, pois os homens como Olorum disse, eles não tinham vida.

Olorum então chega próximo a cabeça do homem (Ori) e sopra próximo a sua cabeça e lhe da vida e assim Oxalá a partir daquele momento passa a ter o domínio do sopro da vida.

O fato de Oxalá ter sido embriagado pela artimanha de Exú, é que torna a bebida alcoólica uma das restrições aos filhos de Oxalá.

Outra lenda conta que Exú teria sujado as vestes brancas de Oxalá por três vezes com sal, azeite de dendê e carvão, e este seria o motivo de restringir o uso destes elementos a seus filhos.

Nenhuma comida de Oxalá leva sal ou dendê, e um filho de Oxalá jamais deverá usar roupas pretas ou vermelhas, por serem essas as cores de Exú.

Espero que tenham gostado, uma ótima sexta feira a todos.

“VIVA CADA DIA MELHOR”

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